Quando o assunto é planejamento sucessório, muitas pessoas ficam em dúvida entre fazer um testamento ou simplesmente deixar o processo acontecer por meio do inventário após o falecimento. Mas afinal, qual é a melhor escolha para proteger o patrimônio e garantir que a vontade da pessoa seja respeitada?
Neste artigo, vamos te explicar o que é cada um, quais são as diferenças e quando vale a pena fazer um testamento. Tudo de forma simples e direta.
O que é Inventário?
O inventário é um procedimento legal para listar todos os bens da pessoa que faleceu (como imóveis, carros, dinheiro etc.) e definir quem vai ficar com o quê.
Esse processo pode acontecer de duas formas:
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No cartório (extrajudicial): quando todos os herdeiros estão de acordo e não há menores de idade.
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Na Justiça (judicial): quando há desacordo ou herdeiros menores.
Esse processo pode demorar meses ou até anos, dependendo da situação.
O que é Testamento?
O testamento é um documento que a pessoa faz em vida para dizer como quer que seus bens sejam divididos depois da sua morte.
Com ele, é possível:
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Escolher quem vai receber certos bens;
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Garantir proteção a pessoas específicas (como filhos de outros relacionamentos);
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Evitar brigas entre herdeiros.
Mas atenção: a lei brasileira obriga que metade do patrimônio seja destinada aos chamados herdeiros necessários (como filhos, pais ou cônjuge). A outra metade é livre para a pessoa decidir.
Diferença entre Inventário e Testamento
| Inventário | Testamento |
|---|---|
| Acontece depois da morte | Feito em vida, com efeito após a morte |
| Obrigatório por lei | Opcional, mas pode facilitar a partilha |
| Quem divide os bens: herdeiros + lei | A pessoa escolhe parte da divisão (dentro da lei) |
| Pode ser demorado e custoso | Ajuda a evitar conflitos e pode reduzir custos |
Qual é a Melhor Escolha?
O ideal é fazer um bom planejamento sucessório, que pode incluir:
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Um testamento bem elaborado;
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Doações em vida;
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Criação de uma holding familiar, em casos com muito patrimônio.
Com planejamento, a família evita surpresas, brigas e gastos desnecessários — e a vontade da pessoa é respeitada com mais facilidade.
Conclusão
Organizar o patrimônio com antecedência é um ato de cuidado com quem fica. Tanto o inventário quanto o testamento são importantes, mas com o apoio certo é possível escolher a melhor estratégia para cada caso.
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